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IDENTIDADE COSTEIRA OESTINA versão para impressão enviar por e-mail
05-Jun-2009

   O 1º Fórum Sobre a(s) Identidade(s) Costeira(s) Oestina(s) promovido pela ADEPE no âmbito da VII Manifesta, um ex-líbris da Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local desde 1994, contou com a presença de mais de duas dezenas de participantes, oriundos de actividades diversificadas, o que é bem revelador do interesse por uma temática que em si própria pode ter algo de semi-fictício e semi-necessário, sobretudo uma ficção necessária para quem a formula e a encara como mais um pilar do desenvolvimento local e regional.



   Neste seminário estiveram presentes, enquanto oradores, o Professor Raul Marques na sua qualidade de Geógrafo e com conhecimento de investigação da temática das identidades, e o Professor Rogério Cação Presidente da ADEPE.

   Após uma introdução e abordagem sobre o conceito de identidade, a sua tipologia, simbologia e contornos possíveis (abordagem do exemplo de construção identitária Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular), foram traçadas respostas a questões sobre a pertinência do tema, quanto à cultura e símbolos tradicionais desta possível identidade, bem como os possíveis contornos da mesma e sentimentos de pertença que se evidenciem nas comunidades.

   Nesta iniciativa, promovida no âmbito do projecto de constituição do Grupo de Acção Costeira do Oeste, foram discutidas questões como: Quais os símbolos tradicionais desta identidade cultural? Quais os contornos da identidade territorial «oestina»? Quais os sentimentos de pertença e Existem diferenças costeiras significativas no Oeste? Estas interrogações foram, num primeiro momento, discutidas em pequeno grupo, para depois serem partilhadas e analisadas por todos os participantes, podendo inferir-se em jeito de conclusão que Peniche e Nazaré, os municípios que mais se fizeram representar neste 1º Fórum, podem ser promotores de novas práticas para a melhoria da cooperação intermunicipal, designadamente tendo em conta a forte ligação com o mar das duas comunidades, e obviamente para o desenho de Estratégias de Eficiência Colectiva, que potenciem as suas potencialidades no quadro do desenvolvimento regional.

   A todas estas interrogações foram levantadas várias e diferentes induções, sendo que este tema deverá estender-se em termos de reflexão a todos os municípios da «Região Oeste» e, em termos de avaliação dos sentimentos de pertença, aos cidadãos das diferentes comunidades que integram o território oestino.

 

 

 

 

ADEPE – Associação para o Desenvolvimento de Peniche, ESTM Peniche 22 de Maio 2009



   SOUSA SANTOS, Boaventura (1993). «Modernidade, Identidade e a Cultura de Fron­teira», Revista Crítica de Ciências Sociais 38, Coimbra, Centro de Estudos Sociais, Dezembro de 1993.

Actualizado em ( 05-Jun-2009 )
 
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